Nos bastidores de “Pantanal”, José Loreto recebeu a benção de Marcos Palmeira para interpretar Tadeu, personagem do ator experiente na primeira versão da novela, da TV Manchete, em 1990. O novato ficou tão emocionado que comentou o momento durante coletiva para a imprensa e entregou detalhes sobre a troca com Palmeira: “Foi tão generoso”.
José Loreto e Marcos Palmeira em “Pantanal”
Marcos Palmeira teve a chance de atuar na primeira versão de “Pantanal” e garantiu que foi difícil desapegar de Tadeu em um primeiro momento, por se lembrar muito das gravações naquela época. Agora, o ator dá vida para o peão José Leôncio, na segunda fase, o que considera uma “virada” em sua carreira, pelo fato de o convite ter sido totalmente inesperado.
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Questionado se teria tentado ensinar Loreto sobre como fazer o personagem, Marcos negou: “Tenho uma relação de liberdade total com o Loreto. Tadeu do José Loreto não tem relação com meu Tadeu, mas trago coisas da época que me ajudam nessa novela. A gente vai descobrindo junto”. “Essa troca de figurinha com o Marquinhos foi tão sensível”, comentou o ator.
Ainda que não tenha tentado imitar Marcos em cena, Loreto aprendeu muito com o veterano, que chama até de “capitão”: “Foi muito generoso. Me dava dicas o tempo inteiro, mesmo sem saber. Quando ia fazer alguma coisa com os peões, me apontava o caminho, sem me dizer que estava me dando. Isso tudo fazia eu registrar esse Tadeu”.

Loreto afirmou sentir falta de feedback, mas garantiu que Marcos tem sido esse apoio: “Parece estar sempre me instigando! Fica uma responsabilidade muito grande, mas até nisso ele é generoso, deixa o ambiente de gravação com uma leveza, consigo ficar desassociado. Me apaixonei. Ele é nosso capitão. Nosso paizão”.
“Ele é um outro Tadeu. está muito lindo o trabalho! De verdade, para mim é como se tivesse fazendo a releitura de um clássico”, elogiou Marcos Palmeira. “Antes a obra era fechada e agora é aberta. É uma nova história, um novo Pantanal, que está muito diferente anos depois”.
Na novela, Tadeu é um homem simples e rudimentar, sem grandes ambições na vida, que, ainda na infância, cria muita afeição pelo padrinho, José Leôncio, tangendo a boiada junto dele estrada afora. Um grande segredo vai abalar essa relação: Filó (Dira Paes) revela, mais para a frente, que o garoto é filho do dono da fazenda, mas continua recebendo o mesmo tratamento: é peão e pronto.
