Lázaro Ramos prestou uma linda homenagem a Milton Gonçalves, que morreu nesta segunda-feira (30), aos 88 anos. Os dois atores trabalharam juntos algumas vezes na televisão — entre elas, nas novelas “Insensato Coração” (2011) e “Lado a Lado” (2012).
“Me sinto privilegiado por ter te assistido em cena e testemunhado toda a sua inteligência cênica, assim como me sinto honrado por termos nos encontrado tantas vezes no trabalho. Obrigado por ser inspiração e pelo seu pioneirismo”, escreveu Lázaro em um post nas redes sociais.
De acordo com a Globo, a família de Milton informou que o artista morreu em casa por consequências de problemas de saúde que ele vinha enfrentando desde que sofreu um AVC, em 2020. Na ocasião, o ator ficou três meses internado e precisou de aparelhos para respirar.
Homenagem de Lázaro Ramos a Milton Gonçalves
Em uma publicação no Instagram, Lázaro Ramos compartilhou uma série de fotos ao lado de Milton Gonçalves. Na legenda, o ator se declarou ao ator e amigo:
https://www.instagram.com/p/CeMWqbdu2Zp/
Carreira de Milton Gonçalves

Um dos artistas mais antigos da Globo, Milton Gonçalves estreou na carreira artística em 1957, ainda na extinta TV Tupi. Em seus primeiros anos nas telinhas, o ator esteve no elenco do primeiro seriado brasileiro, “O Vigilante Rodoviário” (1961), e logo depois em novelas clássicas como “A Moreninha” (1965) e “Irmãos Coragem” (1970).
No teatro, também ganhou destaque em dezenas de peças famosas, como as montagens de “Memórias de Um Sargento de Milícias” (1966) e “Eles Não Usam Black-tie” (1981). Milton construiu uma carreira de sucesso também no cinema, com títulos como “Carandiru” (2003) e “Billi Pig” (2012).
Na dramaturgia, Milton fez mais de 40 novelas na TV Globo. Seus trabalhos mais recentes foram na novela das sete “O Tempo Não Para” (2018), em “Malhação: Toda Forma de Amar” (2019) e na série “Filhas de Eva” (2021).

Milton foi casado com Oda Gonçalves de 1966 até o falecimento dela, em 2013, e é pai de três filhos, Alda, Catarina e Maurício Gonçalves — este último seguiu os passos do pai e também se tornou ator.
Figura ímpar na cultura brasileira, o artista deixa um legado que jamais será apagado e era assim que o próprio se definia: “Que mais eu sou? Sou um ser em disponibilidade para o trabalho. Se for para trabalhar legal, tem em mim um bom parceiro. Tenho esperança e fé de que vou poder contribuir ética e culturalmente; tenho certeza que vou”.
